Uma verdade, ditada pela realidade, “a atribuição de subsídios” nada tem a ver hoje, com a correcção de situações de ruptura económica, ou de necessidade extrema, se considerarmos politicas socais e de rendimentos.Particularmente, não concordo com o actual regime de politicas sociais, assistências, nem a de atribuição de subsídios, seja a quem for: concordo com um regime que considere o “rendimento adequado” das famílias, assim como considere factores de isolamento e de insularidade/ interioridade.Quando se atribui, numa região autónoma, insular, subsídios, de fixação, e apenas se leva em linha de conta, uma classe profissional, sem se olhar a critérios de equidade, e a valores de cidadania, é uma afronta a todos os cidadãos residentes e nascidos, num arquipélago, que ajudaram a se manter, já que famílias, inteiras, seus antecessores e descendentes, que contribuem da mesma foram e feitio, todos sem excepção, são ilhéus, todos sem excepção estão abrangidos pelas agruras do isolamento. Nos últimos tempos, o GR, tem “sido facilitador”, nas negociações, pela via da conjuntura ditada pelo cenário politico, inclusive, nem sabemos, se o actual cenário económico será favorável, ao tal facilitismo encontrado, falo de descongelamentos, de reposicionamentos, assim como do tal subsidio de fixação atribuído à classe médica: a duvida que fica e porquê só a esta classe, pela via da carência ou da calamidade, por que assim for, em termos de assistentes operacionais, o actual panorama é de calamidade e de total carência. A verdade é que outros cá, e ganhando acima do salário mínimo nacional, 4 ou 8 vezes mais, também recebem os tais subsidiozinhos, por trabalharem na ilha, mais ainda se a ilha, for a outra, a do Porto Santo.Se me perguntarem se concordo com o RSI, direi que não, concordo que todos trabalhem, e a todos pela via de uma politica social com equidade e justiça, o seu rendimento seja adequado, devidamente em termos de economia familiar, assegurado, temporariamente, considerando direitos fundamentais, como o acesso à educação e a uma qualidade de vida, logo essas correcções devem assumir a forma de rendimento adequado e de acordo com a actividade profissional que desempenham e o seu valor na sociedade, logo, os parasitas, devidamente incentivados a trabalhar. Os presos também, pois não podem custar mais que aquilo que o estado suporta com o tratar dos nossos idosos.Resumindo, para os Sr.(s) médicos que ficaram, coitadinhos, magoados, com a minha opinião sobre o subsidio de 700,00€ de fixação, temos pena, porque não concordo, com subsídios e com assistencialismos dourados, nem se admite, face à actual conjuntura, apelar a situações de carência e de calamidade, não chega, concordo que pela via da diferenciação fiscal, ou se pretenderem, pela via da correcção das bases salariais, nas ilhas, as bases de todos sem excepção, incluindo a privada, seja majoradas em 30%, que o Porto Santo finalmente seja, apoiado por planos estratégicos que dinamizem a economia regional, não se precisa de se socorrer de subsidiozinhos, precisamos é de dinamizar o turismo, e a sua actividade económica, portanto o diferencial a aplicar será igual ao da RAM, da qual fazem parte integrante. Governar com equidade é um normativo, imposto, pela via constitucional, e não se admite estas borlas, a uns e uns consolos a outros, porque estamos ou não estamos dentro do mesmo barco, um barco que não pode ter nem primeira, nem segunda nem terceira classe.

José Edgar Marques Da Silva