Cerca de cinco dezenas de dirigentes de sindicatos integrados na USAM realizaram uma arruada, pelo centro do Funchal, para se associarem à manifestação nacional da CGTP que decorre em Lisboa, no dia em que na Assembleia da República se debate o Estado da Nação.

“O objectivo é protestar contra as alterações ao Código do Trabalho que estão em vias de discussão e que vêm afectar todos os trabalhadores”, afirmou António Gouveia.

O dirigente da União dos Sindicatos da Madeira que também é dirigente nacional da CGTP, considera que um dos maiores atropelos aos direitos dos trabalhadores é o aumento do período experimental.

“Aumenta claramente o período experimental, de 90 para 180 dias e podendo renovar por três vezes e, se a empresa o justificar, ainda mais 90 dias. Isto é deixar os trabalhadores eternamente em período experimental, sem direito a qualquer indemnização ou regalias, nem progressão de carreiras”, explica.

Os trabalhadores também estão “contra a implementação do banco de horas” que significa “trabalhar sem receber”.

“Este governo do PS nem chegou aos compromissos assumidos com os trabalhadores”, acusa.