A ‘Esfera Multicultural’ foi concebida por Luís Paixão.

A Atlanticulture vai distinguir sexta-feira o escultor Ricardo Veloza, no decorrer da cerimónia de abertura da Cimeira Madeira/Cabo Verde.

Trata-se de “uma homenagem à sua extraordinária obra que está presente um pouco por toda a Região, mas sobretudo ao seu pendor pedagógico, ao mestre, ao impulsionador das artes” refere o CEO da Altanticulture, Sérgio Nóbrega para quem Ricardo Veloza é “uma pessoa que está sempre muito à frente no tempo”.

Ricardo Veloza receberá a ‘Esfera Multicultural’, da autoria do escultor Luís Paixão, que passa a ser a escultura entregue a todos os homenageados da Atlanticulture, todos os anos. Uma esfera que “simboliza a nossa presença no mundo, a transmissão de valores na defesa da união das culturas e do multiculturalismo como premissa para um mundo melhor e mais tolerante”, sublinha Sérgio Nóbrega.

Ricardo Veloza nasceu em 1947, foi presidente do Instituto do Bordado, Tapeçaria e Artesanato da Madeira (1997- 2003), diretor regional dos Assuntos Culturais (2003 e 2004) e responsável pelo Centro das Artes Casa das Mudas, na Calheta, (2004 -2010).

É sobretudo conhecido pelas muitas esculturas que tem na Madeira, com destaque para as de Cristóvão Colombo, Autonomia da Madeira, Revolta da Madeira, Carreiros do Monte, Trabalhador, Combatente Madeirense no Ultramar, Turista e Cristiano Ronaldo.

Cimeira é ponte

Veloza é distinguido na Cimeira Madeira/Cabo Verde, iniciativa que ocorre a 7 de Junho, a partir das 10 horas, no Grande Auditório do Atlanticulture Center (Forúm Machico) e que conta com as presenças de José Ulisses de Pina Correia e Silva, Primeiro–Ministro do Governo de Cabo Verde; de Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional da Madeira; de Abraão Vicente, Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas do Governo de Cabo Verde; Paula Cabaço, Secretária Regional do Turismo e Cultura; e Eurico Monteiro, Embaixador de Cabo Verde em Portugal.

“Neste encontro internacional, que terá lugar em Machico, a conferência, as oportunidades, os encontros de negócios, o mercado profissional e os ‘showcases’ irão oferecer um cenário perfeito para profissionais internacionais das artes, da cultura, da música, da vida empresarial e da gestão da coisa pública da Madeira e de Cabo Verde trocarem experiências e conhecimentos, expandirem os seus contactos e actividades, e descobrirem a nossa Ilha”, refere a organização, empenhada em permitir aos agentes culturais internacionais e locais “a possibilidade de desfrutarem de uma ampla oferta de descobertas culturais do universo destes dois arquipélagos da Macaronésia que apresentam tantas semelhanças e heranças culturais e gastronómicas”.

Quanto a objectivos, para além da atracção de opinion leaders, agentes locais e internacionais, “juntando em Machico um vibrante intercâmbio cultural”, a Atlanticulture entende que esta é uma oportunidade de activação da forte rede com intervenientes produtivos internacionais ligados ao negócio das Indústrias Criativas.

Julga ainda que esta é uma oportunidade para reafirmar esta “Ponte Cultural Atlântica, uma plataforma para intercâmbios culturais”, até porque a história da Madeira está intimamente ligada ao Comércio Atlântico”.