O secretário regional da Saúde usou a obra deixada e também a sonhada pelo médico e cirurgião falecido, João Maurício dos Santos, para fazer uma analogia com aquilo que devem ser as qualidades de um político e com aquilo que actualmente o Governo Regional está a proceder em matéria de empreitadas: “Como político fez aquilo que se pede: proximidade, caminhar junto da população e resolver os seus problemas”, elogiou comparando o bom perfil do ex-colega.

As palavras do governante com a tutela da saúde na Madeira aconteceram precisamente minutos depois de ter assistido ao descerrar da placa alusiva em que o Centro Cívico dos Prazeres passou a ter o seu nome, mas Pedro Ramos quis dar uma outra tónica ao assunto: “Ainda hoje percorri um novo segmento da Via Rápida, que significa melhores caminhos, mais crescimento, mais desenvolvimento”, ou seja aquilo que na opinião o Executivo madeirense está a concretizar na Região, curiosamente “foi aquilo que ele fez noutra época”, enquanto presidente do município da Calheta.

A homenagem à figura que muito contribuiu para engradecer o concelho aconteceu por iniciativa do presidente do Associação Centro De Estudos e Desenvolvimento, Educação, Cultura e Social e do próprio presidente da autarquia local, que não se cansaram de aplaudir os méritos e a visão do conterrâneo que se empenhou em construir um edifício próprio para os serviços da edilidade, equipamento que não conseguiu materializar nem os restantes autarcas conseguiram, mas que Carlos Teles sublinhou que o seu executivo já lançou projecto.

De resto, Pedro Ramos também não deixou os créditos por mãos alheias: “Se calhar [João Maurício dos Santos] não pensava que 50 anos após a sua morte que as obras do Centro de Saúde da Calheta estariam a ser feitas, e o Centro de Saúde dos Prazeres é que está a dar resposta a este concelho”, aludindo ao facto do médico ter exercido muito do seu tempo na localidade serrana.