O bispo da Diocese do Funchal diz que até ao momento não recebeu qualquer solicitação formal da comunidade cristã radicada em Jersey para a presença de um sacerdote na paróquia de Saint Thomas que se expresse fluentemente em português para que assim possam entender as eucaristias e todos os restantes serviços: “Eles reclamam, mas ainda não me chegou nenhum pedido”, reagiu o prelado, no entanto afirmou ter registado o desejo que se tornou público através do DIÁRIO.
“As possibilidades que temos de resposta sejam necessariamente limitadas, infelizmente”, manifestou D. Nuno Brás esta tarde à margem da celebração do Dia Mundial da Saúde que levou o chefe da igreja madeirense ao Lar Intergeracional do Santíssimo Sacramento, na Tabua para agradecer o trabalho que sido desenvolvido neste como também noutras entidades, nomeadamente nos Centros Paroquiais.
Questionado pelo DIÁRIO relativamente à exigência que veiculamos na passada semana D. Nuno Brás ainda justificou com a escassez do número de párocos disponíveis: “Tivesse eu muitos padres que com certeza, imediatamente, assim que o pedido surgisse, seria respondido, infelizmente não é esse o caso”.
Recentemente, João Carlos Nunes, Conselheiro das Comunidades Madeirenses, começou por agradecer o esforço do padre inglês, Benjamin Theobold, que se esforça por se fazer entender, no entanto considerou que esta lacuna abre portas para que haja um maior distanciamento entre a comunidade portuguesa e a igreja como ficou patenteado no número de presenças na ampla e bonita igreja.
O conselheiro entendeu ainda que o prelado deve incluir uma visita a Jersey, e a resposta também não se fez esperar: “Desde que seja convidado, com certeza”, rematou as duas questões.

