Quando ainda se festeja o Dia Internacional da Mulher, paira no ar o cheiro a morte das mulheres que caíram assassinadas às mãos dos que as deviam proteger, respeitar e amar.
Aconteceu , mesmo ao nosso lado, pela décima segunda vez no ano que ainda há dias começou. Para elas nunca mais haverá dia...
Não podemos ficar indiferentes ao grito corajoso e veemente das que sofrem na alma e na carne o flagelo da violência doméstica. A violência começa por ser uma vez por outra, depois uma vez por dia, depois várias vezes ao dia, num crescendo imparável, e o desfecho todos nós conhecemos.
Não basta a indignação. Todos temos o dever de contribuir para a sua irradiação. Temos que denunciar vigorosamente os “monstros” do nosso mundo, que (até ) convivem connosco e vão impiedosamente ceifando vidas, deixando um rasto de orfandade. Temos de proteger as vítimas e condenar exemplarmente os agressores.
Será preciso rever as penas, alterar as leis. A Constituição permite e impõe a sua defesa efectiva.
Se nada mudar, continuaremos a perder as mães, as irmãs, as filhas ,as amigas, as colegas...
Porque, a cada Mulher assassinada, há sempre alguém que perde.
Madalena Castro