Declarações após o jogo Nacional-Tondela (3-2), da 24.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio da Madeira, no Funchal:

Costinha (treinador do Nacional): “Tinha dito na antevisão que seria um jogo difícil. O Tondela é uma boa equipa. Tem bons jogadores e uma forma de jogar que condiciona a equipa adversária. Estivemos bem, no cômputo dos 90 minutos, tirando um período a meio da primeira parte, em que estivemos um pouco desligados e apáticos, com muita falta de confiança. Foi esse o período de que não gostei. Mas, sobretudo no final da primeira parte e na segunda parte, fiquei muito satisfeito com o comportamento dos rapazes. Trabalharam bastante, criaram e procuraram sempre o golo da vitória e por isso estão de parabéns, porque mereceram.

Disse aos jogadores ao intervalo que aqueles três lugares onde estávamos dão acesso à descida de divisão. Mas não devíamos estar ansiosos, nem com falta de confiança, porque estávamos lá. Tínhamos de ter o controlo do jogo e não ser apáticos como em alguns períodos da primeira parte e ter mais alegria no jogo. A chave da viragem foi os jogadores perceberem a mensagem. A confiança não vem por si própria, quem a dá somos nós próprios e temos de a procurar. Na segunda parte responderam de forma positiva. Libertámo-nos e jogámos melhor, por vezes não da forma que treinámos, mas porque o nosso adversário a isso nos obrigou, e conseguimos os golos necessários para levar de vencido o Tondela.

Pepa (treinador do Tondela): “Tínhamos a noção de que os primeiros dez minutos eram muito importantes. Pode parecer estranho, mas é verdade. A altitude é um pouco diferente, o próprio clima e a viagem. Mas isso não pode servir de desculpa, porque vínhamos preparados para isso. Nos primeiros dez minutos houve equilíbrio, talvez um pouco com ascendente do Nacional, mas sem oportunidades. Mas depois crescemos e tomámos conta do jogo.

Tivemos critério na saída e, acima de tudo, a conseguir bloquear o jogo interior do Nacional. O nosso lado esquerdo ficou muito mais forte, impedindo a saída do Nacional por esse lado. Quando estávamos melhor, com o golo e por cima do jogo, o Nacional começou a procurar o jogo mais direto e com critério, porque não estava a conseguir passar a nossa linha de quatro. O trabalho do Tomané e do João Pedro estava também a ser bem feito. Começaram a procurar diagonais no corredor contrário e foi isso que acabou por dar o primeiro golo e coincidência ou não, o terceiro golo foi também uma situação praticamente idêntica. Temos de ser muito mais eficazes e fortes nessas situações. Uma bola que vai no ar é uma referência de pressão e nós ficamos muito tempo a ver a bola e com os apoios incorretos e quando a vamos disputar, sentimos dificuldades, porque o adversário já está de frente para o jogo e orienta logo para a baliza.

Estas situações não são de agora e por isso é um pouco inadmissível sofrer dois golos dessa forma. Este tipo de erros, paga-se muito caro. Tentámos de tudo. No segundo golo, não fomos lestos a tirar a bola dali e o Nacional aproveitou e fez o golo. Voltámos a empatar o jogo na segunda parte. Estávamos, com bola a ser pacientes, mas o jogo mais direto, criou-nos muitas dificuldades. Foi um jogo de muita luta e emoção, com muitos golos. Podia ter dado para qualquer equipa”.