Um casal de nacionalidade romena, referenciado por furtos na Madeira e suspeito de pertencer a uma rede de crime organizado que opera na Europa, foi detido na manhã desta terça-feira pela Polícia de Segurança Pública, quando assaltava turistas na baixa do Funchal.
Segundo apurou o DIÁRIO, os carteiristas estrangeiros colocaram em prática uma discreta técnica de furto por esticão quando se encontravam na Rua do Aljube, junto ao Bazar do Povo, no Funchal, vitimando dois cidadãos de nacionalidade suíça.
Dois transeuntes que conseguiram descortinar o ‘modus operandi’ alertaram a PSP que deteve os dois carteiristas que foram depois conduzidos à esquadra do Funchal para efeitos de identificação.
O casal alegou que estava cá de ‘férias’ há dois dias, mas na verdade já estão há pelo menos uma semana. E não estão sós. Os dois romenos pertencem a um gangue, também de pessoas da Europa de Leste, referenciado por crimes de furto desta natureza nos principais circuitos turísticos da Madeira e também nas lojas de pronto-a-vestir mais concorridas.
Os suspeitos actuam misturando-se com turistas e calcorreiam os pontos de atracção na cidade do Funchal e arredores, atacando nos locais mais apinhados de gente, lucrando com a confusão.
O casal detido pela PSP levava brochuras de Carnaval com o programa de festas, flyers de passeios e excursões e mapas. Estavam muito bem documentados sobre como chegar e onde actuar.
Nos dias em que estiveram por cá, pagaram ingressos para passeios de autocarro e teleférico, mas também para entrar em museus. Mas por detrás da aparente diversão turística estava um objectivo subtil: roubar carteiras, pondo em prática um método padrão. Um dos elementos do bando encosta-se à vítima, o outro pede uma informação e o terceiro saca a carteira sem que ninguém se aperceba.
O DIÁRIO sabe que os suspeitos transportavam várias peças de roupa numa mochila – algumas delas furtadas em lojas - e trocavam de indumentária quando mudavam o plano de acção, procurando assim despistar as autoridades.
Saiba qual o desfecho deste caso amanhã, na edição impressa.

