António Trindade diz ser “mau” para a Madeira a insolvência da Germânia, tendo em conta que afecta um dos principais mercados para a Região, o alemão. O hoteleiro recordou que há pouco tempo também a AirBelin faliu e que foi a Germania a assumir parte destes lugares. Está no entanto confiante que outras companhias, como a Air Condor e a Tui Fly, possam ter interesse em ficar com os lugares agora vagos, não apenas para a Madeira, mas também para os outros destinos de médio curso que a Germania voava. Para o director do Grupo Porto Bay, o fim das ligações da companhia low cost representa mais um desafio que se junta ao aumento do número de camas em 2019.
“O ano de 2019 será de certo modo para nós um ano de alguns desafios adicionais, fruto deste aumento de oferta e destes percalços, como é o cancelamento de uma companhia como a Germânia”, disse esta manhã à TSF e ao DIÁRIO. António Trindade estima que sejam cerca de 800 lugares por semana que corresponderão a 1.500 a 1.600 camas que deixarão de estar ocupadas. O mercado também reage com relativa rapidez, salvaguarda. Outras companhias tendem a encontrar substituição. “Vamos a ver se nesta altura do ano, ainda em Fevereiro, se haverá disponibilidade suficiente por parte das outras companhias para haver a possibilidade dessa substituição de lugares, o que julgo, não será muito fácil”.
A companhia, explicou, trabalhava sobretudo no mercado low cost, sem grande tradição na Alemanha. Acredita que será sobretudo o alojamento local que sentirá estas perdas, pois são sobretudo compras de voos e não de pacotes.
O hoteleiro diz que é preciso esperar pela boa-vontade da operação turística em encontrar alternativas de voos. “Mais uma vez o meu apelo à capacidade aerotransportável a partir de Portugal”. António Trindade deixou um apelo à TAP, lembrou à companhia por um lado a oportunidade de mercado e por outro a responsabilidade “que deve ser repartida por todos nós, destinos e transportadora na busca de mais clientes para os nossos destinos portugueses”.
O director alerta ainda para a necessidade de novas campanhas para o destino, campanhas “muito assertivas e sobretudo uma aproximação aos transportadores alternativos para a Madeira”, de forma a que os lugares por agora perdidos não afectem “ainda mais” a economia e o turismo da Região.
Em relação ao voo para a Suíça, neste momento não está em causa.

