Mais 51 empresas formalizaram hoje de manhã os contratos de pagamento, com apoio do Governo Regional e co-financiados pelos fundos europeus, no âmbito dos sistemas de incentivos ao investimento e ao funcionamento num valor global de 1,4 milhões de euros.

A cerimónia decorreu no auditório do Museu da Electricidade da Madeira, contando com as presenças do presidente e vice-presidente do Governo Regional, que deram assim mostra da importância desta iniciativa para a economia regional.

Na cerimónia tomou primeiro a palavra o presidente do Instituto de Desenvolvimento Empresarial, Jorge Faria, que enumerou os valores em causa, lembrando que o orçamento regional é responsável por 15% do valor pago a partir de hoje, tendo os fundos comunitários (FEDER) pago 85%. “Damos cumprimento às recomendações da Comissão Europeia no que diz respeito à divulgação dos diferentes actores, neste caso ao tecido empresarial”, justificou mais esta cerimónia.

Jorge Faria fez ainda um balanço da actividade do IDE em 2018, que adjectivou de “um grande ano de pagamentos”, garantindo que o trabalho deste organismo não se limitou aos pagamentos, “fizemos também aprovações”. Quarenta projectos do SI ao Investimento e 956 do SI ao Funcionamento que totalizaram 246,2 milhões de euros, dos quais 37,5 milhões são de incentivos públicos (regional e comunitário). No acumulado até 31 de Dezembro do ano passado, já foram aprovados quase 3 mil projectos para 713 milhões de investimento global e um total de quase 130 milhões de incentivos. Em termos de pagamentos, em 2018, ascenderam a 28,7 milhões e no acumulado desde 2016 a um total de 64,7 milhões. Acresce que havia no final do ano ainda 227 candidaturas em análise que entre Fevereiro e Março já deverão ter processo de decisão, além dos pedidos de pagamento que ascendiam a 1.063, tendo sido despachados 858 e, ainda, há 205 em análise.

O responsável do IDE lembrou que a reprogramação dos fundos comunitários, aprovado para o todo nacional, teve na Madeira um reforço das verbas para a competitividade da economia, sendo que “neste momento estão criadas condições para a abertura de novas fases para o tecido empresarial”, mas deixou o alerta que “a grande preocupação passa por continuarem a ser selectivos nas empresas apoiadas, contribuir para que sejam criados mais empregos e de qualidade e privilegiar as empresas com dificuldades em aceder aos financiamentos por outra via”, concluiu, assegurando que, em breve, “vai ser lançado um concurso público internacional para uma linha para a competitividade, precisamente para facilitar o acesso às pequenas e médias empresas que têm maiores dificuldades”.

Albuquerque confiante, apesar das incertezas

O presidente do Governo Regional da madeira discursou a seguir, dando conta da sua confiança na economia regional e nas medidas que estão a ser criadas para que os cinco anos de crescimento económico na Região (Indicador Regional de Actividade Económica [IRAE] cresce há 65 meses) não sejam afectadas por factores externos.

Miguel Albuquerque mostrou-se particularmente preocupado com as incertezas do impacto do Brexit na economia europeia e nas previsões de fraco crescimento (1%) do ‘motor’ da economia europeia, a Alemanha, mas garantiu que, além do turismo procurar recuperar fluxos de mercados emissores, o Governo regional está a tomar medidas, como as de aproveitar melhor os fundos comunitários, para acautelar efeitos nefastos na economia regional.

O governante frisou ainda o que entende serem os três pressupostos para o crescimento económico, ou seja a confiança, a estabilidade política e a estabilidade social, factores que, actualmente, a Madeira tem demonstrado. Por isso, deixou o alerta: “Isto não vai lá com exercícios de faz de conta e conversa fiada ou fotografias de Facebook.”