A quem cuida do que lhe cabe, não sobra tempo nem se incomoda com o que os outros fazem, falam ou escrevem.

Mas há muita gente desocupada por aí. Já diz o velho ditado que a ociosidade é mãe de todos os vícios. Entre muitos outros, aparecem as críticas maldosas e vazias de conteúdo de pessoas insatisfeitas com tudo e todos, mas sobremaneira com elas próprias. Tornam-se seres insuportáveis atacando tudo à sua volta; pessoas, atitudes e ou factos. No pântano da mediocridade em que vivem, apontam aos demais os seus próprios erros e defeitos fazendo uso e abuso de vocabulário vernáculo, pois desconhecem outro. No seu mundo de maledicência (ou demência ) não há espaço para um elogio ou crítica construtiva. Difamar, denegrir e insultar é o seu lema.

São estes ‘desempregados de longa duração “que contribuem em larga medida para a barbárie social em que vivemos, onde a ausência de valores parece quase impossível reverter.

É difícil, mas há que reagir com inteligência mesmo quando se é tratado com ignorância.

Aos que pautam sua vida por uma luta de causas, que mobilizam pessoas, que envolvem comunidades para que nelas aconteçam (boas) transformações, todo o meu apreço. Que continuem sem medos, alheios aos insultos e impropérios por parte de quem nunca nada produziu, e que será sempre e só, mais um parasita da sociedade.

Madalena Castro