Melhor do que demolir um muro é saber que tudo fizemos para não o construir. (Moliere)

Numa Terra presa por arames em áreas fundamentais no dia a dia dos cidadãos, como a Saúde e Transportes, não faltou, com certeza, matéria para discussão /resolução.

Porém, com a ascenção de uma classe política plastificada, parece que a aposta não foi (não tem sido) nesse sentido. Continuamos a “navegar á bolina”...

Construir é a melhor forma de fazer a sociedade avançar. Construir “pontes”. Não, “muros”. É preciso saber distinguir, com descernimento,o principal do secundário;o imediato daquilo que revela as suas razões no rolar do tempo.E o tempo,na sua marcha inexorável, diz-nos que não há varinha de condão nem fórmula mágica que resolva problemas (parece que alguém quer irresolúveis) de “barbas brancas”, de diagnóstico tão velho como o tempo,cuja resolução depende de determinados factores, a que não são alheios certos interlocutores.

Nós não somos responsáveis só pelo que fazemos, mas também pelo que poderíamos ter feito e não fizemos.

É mau!? Poderia não ser, se tivessem sido convidadas personalidades da sociedade civil, com provas dadas de talento e competência para servir a causa pública, em detrimento de requisitos de outra natureza.

Vai-se assistindo a um “show”sem brilho,com pouca criatividade e há um muro à nossa volta que cresce e solidifica.

Tudo parece muito sombrio, espectadores que somos dum espectáculo que não pedimos,não gostamos,não merecemos, mas somos obrigados a ver...

Sem darmos por isso,nascemos numa ilha... O vazio não pode ser a nossa morada, nem a nossa vida muro de lamentações ...

Foi só mais um ano.

Boas Festas e óptimo 2020.

Madalena Castro