Aos detratores de Greta Thunberg, que ignoram o objetivo da sua luta em detrimento do acessório e irrelevante, sugiro que esqueçam Greta e se cinjam ao alerta dos 11 mil cientistas de 153 países na sua carta aberta sobre a Emergência Climática do Planeta, alertas que vêm de há 40 anos e que são confirmados por estudos e dados científicos concluindo clara e inequivocamente que a Terra está em emergência climática, e que almejar um futuro sustentável obriga-nos a alterar radicalmente o nosso atual modo de vida e a maneira como interagimos com os ecossistemas naturais, sob pena de um “sofrimento incalculável”. Como se vê não é apenas Greta que o diz, são 11 mil cientistas que nos alertam para as consequências nefastas para a sobrevivência humana se persistirmos no atual estilo de vida. Alertam-nos e indicam as medidas prementes que é necessário tomar para minimizar as consequências: ENERGIA (E) – Maximizar a eficiência das E alternativas, reduzir a zero o uso da E fóssil, desincentivando-o com a retirada de subsídios e uma política eficaz de aumento do preço do carbono (C); POLUENTES DE VIDA CURTA – Reduzir rapidamente as emissões de metano, C preto (fuligem) e HFCs para reduzir a curto prazo o aquecimento e a poluição do ar; NATUREZA – Proteger e restaurar os ecossistemas na terra (florestas) e no mar (plantas marinhas e microrganismos) para reter C; COMIDA – Reduzir o consumo de carne (grandes ruminantes) e o desperdício e aumentar o consumo de vegetais; ECONOMIA – Uma economia livre de C, que acabe com a extração excessiva de materiais, baseada só no crescimento do PIB e riqueza, alterando o foco para a sustentação dos ecossistemas e o bem-estar humano; POPULAÇÃO – Estabilizar a população mundial e promover a sua redução através de políticas de natalidade justas e equitativas dando primazia à educação da juventude nesse sentido. Se a sobrevivência no Planeta pode não depender só de nós, já depende de nós fazer o humanamente possível para o conseguir!
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