Perceber o mundo e o que nele vai acontecendo é um exercício conjunto da razão e da emoção.
Na inobservância da razão facilmente se passa ao delírio. Para que tal não aconteça e se possa,responsavelmente, exercer a cidadania precisamos de quem,no espaço público, nos ajude a compreender o sentido da realidade em que nos inserimos.Com simplicidade, transparência, sem subterfúgios. Acima de tudo com veracidade.
Brevemente será discutido e aprovado o programa de Governo para os próximos quatro anos.O orçamento do município para 2020 já foi aprovado.
Espera-se agora que,numa conjugação de esforços e no âmbito das respectivas competências,Câmara Municipal do Porto Santo e Governo Regional,definam estratégias para que as medidas e projectos previstos para o Porto Santo passem de letra morta a concretização no terreno.
Sabemos que os políticos e muitas das suas opções padecem de algum imediatismo. Pensam no hoje,no máximo para amanhã e raramente para um horizonte mais alargado.
O orçamento municipal é, assim,como que uma manta curta para ir gerindo o dia a dia,para “tapar buracos”e ou para cumprir processos de sobrevivência, tanto mais quando existe o ônus de uma pesada dívida.
Perante tal circunstância impõe -se perguntar:
Que projectos e investimentos (são ) devem ser assumidos pelo município?
Onde (são )devem ser colocados prioritariamente os recursos públicos?
O município tem de ficar eternamente refém do isolamento?
Vamos esperar que,no Governo,quem assumiu o dossier Porto Santo não o esqueça numa gaveta qualquer.
Vamos esperar para ver?
Madalena Castro