Através de comunicado, o Conselho de Administração do Clube de Futebol União anunciou que já deu início a uma auditoria às contas dos ‘azuis-amarelos’, tendo também procedido, esta quarta-feira, ao pagamento de salários em atraso de atletas, técnicos e funcionários do emblema insular. Há casos de salários com dois anos de atraso.
Leia o comunicado na íntegra:
1 - Auditoria:O Conselho de Administração do Clube de Futebol União, Futebol SAD, tendo recebido da Comissão Executiva os relatórios à gestão diária do funcionamento dos Departamentos de Futebol Sénior e Formação, bem como do funcionamento dos serviços administrativos, da sociedade participada Clube de Futebol União, Futebol SAD, face à gravidade dos factos dos mesmos constantes, da sua relevância disciplinar e da necessidade de apuramento rigoroso das responsabilidades individuais ou colectivas pela prática dos mesmos, vem comunicar aos sócios ter deliberado a abertura imediata da auditoria, que foi adjudicada à empresa ‘Kreston & Associados’.
2 - Inscrições de Agentes Desportivos:Informamos que foram hoje inscritos os seguintes agentes desportivos na União da Madeira Futebol, SAD na Associação de Futebol da Madeira: Welesson Borges (Jogador); Sérgio Vieira de Nóbrega (Presidente da Comissão Executiva); Fernando Ramos Gomes (Administrador Executivo).
3 - Regularização de Salários da Equipa de Futebol Sénior 2019/2020:Informamos que a regularização de salários referentes à época de 2019/2020 começaram hoje a ser efectuados, ficando por apurar e saldar os vencimentos em atraso denunciados pelos funcionários do clube referentes ao ano de 2018, em alguns casos de jogadores com cinco meses, técnicos com três meses e alguns funcionários terem denunciado 24 meses de salários em atraso, pelo que aguardaremos os esclarecimentos do ex-presidente da SAD, tendo este sido já notificado para o efeito.
4 - Voto de Confiança dos Accionistas:Perante a constante contra informação que tem vindo a ser difundida pelo Ex-Presidente da Administração desta SAD, estando, em suma, perante a prática de infracções disciplinares muito graves não só para a imagem e para o património do Clube mas também para o próprio clube enquanto Instituição. Infracções que consubstanciam a prática de atos que visaram subverter a ordem, a orgânica, o funcionamento, a actividade e a subsistência do União da Madeira Futebol SAD, perante a tentativa de bloqueio à informação de contas, com a agravante de ter ocorrido em momento posterior à destituição da Administração Cessante, a acção de obstaculizar a nova administração, os recorrentes comportamentos, que já tinham sido adoptados na perturbação grave da última Assembleia Geral, com reflexos que ainda se repercutiram desde o inicio das funções da nova Administração, com divulgação de informações falsas e caluniosas, que vão sendo alimentadas por perfis falsos em publicações nas redes sociais, feitas não só com o intuito de perturbar o funcionamento desta administração, assim, como o exercício dos seus legítimos direitos, mas também com de ofender de forma gravemente ofensiva outros membros legítimos dos órgãos sociais, são comportamentos de tamanha gravidade que revelam um total desrespeito pelo Clube, pelos seus Estatutos e pelos seus sócios. Infracções essas que consubstanciam uma quebra da relação de confiança irremediável, absoluta e inultrapassável, entre os visados e o Clube e motivaram da parte deste Conselho um pedido formal de voto de confiança aos Accionistas do Clube, como forma de clarificar e de uma vez por todas conferir a tranquilidade que esta administração e o grupo de trabalho necessitam para executar as suas funções.
Assim somos a informar que por maioria expressiva este Conselho de Administração recebeu no dia de ontem, 27 de Novembro de 2019 esse Voto de Confiança dos accionistas, de forma clara e inequívoca, que depositamos na Comissão Executiva para continuação do excelente trabalho que tem vindo a efectuar.
Como é público, e já comunicámos noutra ocasião, estamos a trabalhar de forma não remunerada, muitas vezes a expensas do nosso tempo familiar e de lazer, por sentido de dever cívico e por devoção ao nosso Clube e aos seus Sócios e trabalhadores. Apesar disso sofremos a feroz oposição nas redes sociais e imprensa que lamentamos.
Mais informamos que esta Comissão Executiva é imune a pressões mediáticas da espécie que tem vindo a Administração Cessante a praticar e em nada nos vai desviar de devolver a verdade e a dignidade a esta instituição centenária.
