Houve utilização abusiva de alguns nomes de estabelecimentos comerciais nas cartas de contestação ao ‘Mercadinho de Natal’ e que foram enviadas à Camara do Funchal e ao Governo Regional. Uma prática que vai gerar procedimentos criminais já que configura abuso de confiança e difamação.

Quatro empresários que viram o nome do seu estabelecimento envolvido na contestação demarcam-se do documento e garantem ao DIÁRIO não terem autorizado nem nomeado quem quer fosse para defender posições contra uma tradição com a qual até concordam.

Aliás, em dois casos, os implicados até concorreram à atribuição de espaços por parte da secretaria regional de Turismo.

Acusações infundadas ao DIÁRIO

Apesar de alheio ao documento, o DIÁRIO foi durante o dia acusado de ter mentido na notícia que hoje revela e onde dá conta dos nomes dos estabelecimentos descontentes com o ‘Mercadinho de Natal’.

Uma vez que a credibilidade jornalística é posta em causa, o DIÁRIO não só reafirma tudo o que escreveu, como mostra o excerto da carta enviada por um advogado, representante das empresas em causa, quer à Câmara Municipal do Funchal quer ao Governo Regional e onde os referidos estabelecimentos são citados.

Na edição de segunda-feira o DIÁRIO noticiou que empresários ligados a estabelecimentos de restauração e diversão nocturna no Funchal manifestaram descontentamento com o ‘Mercadinho de Natal’ por entenderem que as ‘barraquinhas’ se traduzem em concorrência desleal para os seus negócios.

Mais, que tinham uma carta ao Governo Regional e à Câmara Municipal do Funchal requisitando uma reunião urgente e ameaçando com uma providência cautelar em tribunal de forma a travar a iniciativa do executivo madeirense.

O DIÁRIO lamenta a postura dos gerentes do Fora D’oras que, na ânsia de atribuir culpas, publicaram esta tarde um post no Facebook do restaurante (ver abaixo) onde acusam o DIÁRIO de transmitir “informação errada sobre a posição do nosso Restaurante face a este mercado de Natal funchalense” e de identificar o Fora d’Oras como um dos negócios “descontentes”. Mais grave é que a publicação ocorre depois de reunião mantida com o director do DIÁRIO, esta tarde, durante a qual foram dadas as explicações aqui tornadas públicas e reafirmado que o nome do restaurante consta do documento entregue às autoridades.

Outro posicionamento tiveram os proprietários do Malhos Pub, White House Pub e Qash Bar Funchal que também se demarcam do documento e da insatisfação, mas que acolheram as nossas explicações.

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