“José Manuel Rodrigues, como presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, não foi uma exigência do CDS. Não está no acordo de coligação, nem em lado nenhum.” A afirmação é de Miguel de Sousa, na TSF-M, no regresso do programa ‘O Debate da Semana’, conduzido por Leonel de Freitas, e no qual está em análise o novo Governo.
Miguel de Sousa tem a certeza de que esta “foi uma oferta” e, por isso, não foi o CDS que propôs”, mas sim “os deputados do PSD e do CDS”.
Além disso, afirmou que não tem “nada a dizer contra a coligação” e acredita que o CDS irá se integrar bem neste Governo.
“Não tenho nada a dizer contra a coligação. Não se pode dizer que é uma coisa contra-natura. Não acho que o CDS tenha grandes dificuldades em se integrar no Governo dirigido pelo Miguel Albuquerque. Acho que isso vai funcionar”, sustentou.
Já Ricardo Vieira é da opinião de que ainda não foi feita uma coligação, mas uma “adição”.
Além disso, referiu que “quer a composição do Governo, quer a designação da mesa da Assembleia”, saíram a “convite” de Miguel Albuquerque.
“O Dr. Miguel Albuquerque convidou todos os membros do Governo, inclusive os do CDS, e o José Manuel Rodrigues para ser presidente da Assembleia”, sustentou.
Por seu turno, António Trindade disse que “o conceito da adição” o choca, sobretudo depois de ter sido atribuída a presidência da Assembleia Legislativa da Madeira a um membro do CDS.
“Não há propriamente aqui uma adição, mas uma repartição de representatividade. Esta repartição de representatividade tem aqui algum ambiente de choque, sobretudo quando o partido minoritário tem os resultados que tem. O CDS consegue quase um pleno, passando de uma representatividade de sete para três deputados”, salientou.
Acompanhe o programa na TSF-M e saiba mais amanhã na edição impressa do DIÁRIO.

