Somos “pequeninos” e bastas vezes ignorados nas decisões que a todos nós dizem respeito. Olhamos para os decisores dos nossos destinos, detentores do poder económico e sentimo-nos cada vez mais pequeninos...
Há, da nossa realidade (Porto Santo), uma visão demasiado redutora e distorcida, a par dos prejuízos que algumas más opções e processos mal geridos nos trouxeram.
Mesmo que cérebros prodigiosos nos apelidem (com que direito?) de otários, parolos, culpados e merecedores de tudo o que aqui acontece, TEMOS de não ter medo do futuro e deixar de viver subjugados, algemados às inércias que transformaram os partidos em famílias de clientes,amedrontados de perderem as mordomias onde se acomodaram. É lá que se encontram os que nós elegemos para lutarem pelas nossas causas ,pelas causas públicas. Não faz sentido chamar-nos a votar em figuras que pouco ou nada decidem. Peca-se muito mais por omissão do que por obras. Há Homens que arrastam multidões. Outros há, incapazes de (re)mover a mais pequena pedra. E, na nossa Terra, há muita “pedra”que tem de ser removida.
É no presente que se constrói o futuro. E o futuro é agora. 2018 partiu sem deixar nada de relevante. Não deixemos que aconteça o mesmo com o ano que agora começou. Ele (2019)entrou com o “folclore “do costume,mas a máquina do tempo não se compadece com manifestações de euforia, precursoras de muitos vídeos e fotos para a posteridade.
Por baixo dos brilhos das luzinhas de gambiarra existe uma ilha abandonada à sua sorte.
“Vamos lá? “
Madalena Castro