O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, defendeu ontem que a União Europeia (UE) deve apoiar os países latino-americanos que “sofrem com a situação” na Venezuela e que recebem refugiados venezuelanos, como o Equador.
“A UE deve estar ao lado dos países latino-americanos como o Equador, que sofrem com a situação na Venezuela e que recebem refugiados venezuelanos”, afirma Antonio Tajani numa publicação através da sua conta oficial da rede social Twitter.
Através daquela plataforma, o responsável fala no acolhimento, por parte do Equador, de “centenas de milhares de refugiados venezuelanos”, vincando que “a UE está pronta para ajudar estes países”.
Para Antonio Tajani, “deve ser encontrada uma solução pacífica” na Venezuela, que propicie “uma transição democrática”.
A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.
Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.
Nicolás Maduro, 56 anos, chefe de estado desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de estado liderada pelos Estados Unidos.
A União Europeia fez um ultimato a Maduro para convocar eleições nos próximos dias, prazo que Espanha, Portugal, França, Alemanha e Reino Unido indicaram ser de oito dias, findo o qual os 28 reconhecem a autoridade de Juan Guaidó e da Assembleia Nacional, maioritariamente da oposição, para liderar o processo eleitoral.
A repressão dos protestos anti-governamentais da última semana provocou 35 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.
Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.
Na Venezuela, antiga colónia espanhola, residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.
