O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, apresentou hoje, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um acordo de colaboração entre várias instituições e entidades locais, com vista à revitalização do comércio do Funchal. O resultado é a constituição de uma rede de parceiros, chamada ‘Abre Portas’.

O acordo em causa enquadra-se no Programa Municipal de Revitalização do Comércio e decorreu da necessidade de estabelecer uma rede de agentes que colaborem de forma sistemática e integrada na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento económico da cidade. O acordo assinado hoje formalizou, assim, a relação do Município com diversos agentes, através de acções conjuntas, a saber: a ACIF, a Universidade da Madeira, a Associação de Jovens Empresários, a Ordem dos Arquitectos e o Cowork Funchal.

‘Abre Portas’ foi a designação escolhida para a rede e tem a sua origem no trabalho de proximidade que o Município tem vindo a desenvolver junto dos comerciantes ao longo dos últimos anos, em diversas ruas da cidade. Os diferentes parceiros comprometem-se, doravante, a colaborar no desenho e implementação de soluções que contribuam para “abrir portas” ao comércio e a outros sectores que com ele impactem, sendo esta uma rede aberta a todos os interessados.

Paulo Cafôfo considerou que este é, acima de tudo, “um protocolo de vontades, que proporciona a reunião daqueles que se empenham no desenvolvimento económico da cidade, para a qual somos todos convocados, entidades públicas e privadas. O objectivo desta rede é criar oportunidades, criar projectos e simplificar procedimentos, mas a interacção entre estas entidades já vem de trás, é uma união de esforços que tem assumido diversas facetas ao longo dos últimos anos, e que já se afirma como muito importante para a cidade, o que queremos agora reforçar e capitalizar.”

O Presidente considera que o Programa de Revitalização do Comércio do Funchal “partiu desta vontade e desta visão, depois de realizarmos um diagnóstico dentro de casa, elencarmos as dificuldades e apresentarmos medidas para as suplantar. Temos, desde então, promovido inúmeras iniciativas, mas a nossa vontade é fazer sempre mais e melhor.”

Por fim, ficou o desafio ao Governo Regional a integrar a iniciativa: “Queremos ter connosco também o Governo Regional, que é gestor de dinheiros europeus e que podia ser uma mais-valia a actuar de perto nesta questão. Isto é também uma questão de financiamento, pelo que espero que esse financiamento chegue ao comércio tradicional, porque as cidades vivem da sua identidade. É um repto que deixo, da nossa parte, que já demos o primeiro passo e já começámos a abrir portas.”