Agora é vê-los a chegarem-se à frente, e a esforçarem-se para aparecerem na foto de conjunto com a recente nomeada, e munidos de borracha, corrector, e papel mata-borrão a tentarem apagar tudo o que disseram e escreveram sobre a rendida Procuradora-Geral da República, e a fazerem concordar novos discursos. Não por terem dito coisas negativas ou desagradáveis. Antes pelo contrário. Gemeram o mais que puderam a tecer-lhe elogios. Mas queriam-na na cadeira de sonho, e com a firmeza que apostavam ela ter na mão, o que há para levar por diante e até final. Asseveravam nela, na filha do Vidal-com-ar- de-ferro, e na sua continuidade, pois tal dava garantias que os grandes Processos a percorrer nos Tribunais, redundariam em incriminação forte e feia sobre pessoa bem definida, mais para obtenção de prazer e satisfação revanchista, do que decorrente da exigência de Julgamento e de Sentença Superior séria e justa, aplicada. Porém a surpresa chegou com a nomeação de nova PGR. Da também mulher, Lucília Gago. Incansáveis, adoptam neo-posicionamentos e realinham-se, para marcar presença e manter notoriedade, jurando virgem fidelidade se necessário. No entanto, agitam consigo a criada áurea da substituída Procuradora-Geral, por expiação de mandato, saída de lógica leitura Constitucional, e pretendem da Gago que seja a Joana 2. Por mim aposto, que a avisada Lucília, saberá ser autónoma, independente, e fazer da Justiça, magistral vara igual para todos. É o que esperam dela os portugueses. Mas todos, repito!

Joaquim A. Moura