Há pouco tempo foi noticiado um movimento de assessores de imprensa no Governo passando de secretarias para a presidência sem qualquer justificação aparente a não ser que eram necessárias. Muitos deles pertencem a quadros de pessoal de empresas e acabada a sua comissão de serviço regressam às empresa donde foram requisitados. Até aqui tudo claro e transparente e sempre foi feito desta forma sem grandes alardes.

Com a possibilidade da mudança de cor no governo coloca-se uma questão pertinente. Caso mude a cor do partido ou da coligação que ganhar as eleições têm de ficar com esses assessores? Claro que não, desde que não estejam efectivos na função pública como é o caso de muitos deles que pertencem a uma empresa hoje privada. Andam por aí umas mentes a ver como vão resolver este assunto pois mesmo que obrigados a recebê-los não os querem (apesar de parecer que no concurso para a privatização era uma das condições ficar com esses jornalistas). Segundo se fala o assunto é intrigante e antes que amanhã sejamos todos confrontados com a entrada na função pública de alguns jornalistas cirurgicamente escolhidos convém abordar o tema seriamente e sem suposições. Deixo para quem sabe e pode e também à atenção de todos os partidos políticos, pois isto pode também ser uma rasteira de quem amanhã pode ser apeado dos destinos da Madeira e nada como deixar umas tropelias preparadas.

Renato Soares