188 moradores (o equivalente a uns bons 400 votos) do Caminho do Pico do Funcho enviaram, por e-mail, um abaixo-assinado à Câmara Municipal do Funchal e, também, à Junta de Freguesia de São Martinho, no dia 20 de Agosto às 15h39 a solicitar que fosse revogada a decisão (da Junta) de colocar linhas de estacionamentos e proibição de estacionar em frente das garagens (chamadas linhas amarelas) numa artéria de um só sentido (descendente). Apesar de terem conhecimento de que estava a circular um abaixo-assinado e, sem avisar, foram, rapidamente, colocadas as tais linhas nesse mesmo dia, pelas 23h, em frente a duas garagens, cujos proprietários têm laços familiares entre si, facto que, obviamente, provocou um natural desagrado nos moradores, face aestas coincidências. De imediato, foram pedidas, na secção de trânsito da Câmara, as devidas explicações e, ainda, a consulta do respetivo processo, ao que responderam que o pedido tinha sido da Junta de Freguesia e aí é que devia ser consultado. No entanto, na Junta respondem que não, que tem que ser é na Câmara onde o pedido deu entrada. Um autêntico jogo de ping-pong que empurra o cidadão (como se fosse uma bola) para cima e para baixo, ora batendo à porta da Câmara ora na porta da Junta. Por este andar, se calhar, o processo perdeu-se pelo caminho e não vai chegar nem às mãos do dr. Paulo Cafôfo nem do dr. Duarte Caldeira. Em boa-fé, cremos que isto não tem quaisquer semelhanças com as situações de compadrio que o dr. Paulo Cafôfo tanto combate nos seus discursos, advogando o tratamento de todos por igual, sejam filhos ou enteados. No nosso entendimento, a proposta da Junta irá prejudicar os moradores que vivem nos becos (7) e as moradias com e sem garagem, devido à quantidade de viaturas que são estacionadas, quando não havia necessidade uma vezque a estrada tem 5,4 metros de largura. Só se tem conhecimento de uma garagem (n.º 47), agora, com linha amarela grande e lamenta-se que os condutores sejam abordados de uma forma muito agressiva, especialmente pelo sr. dr. que aí reside e que se acha com estatuto de importante, apenas, porque o seu ex-sogro tem um cargo relevante. (Antigamente, isso fazia a diferença). No n.º 49, por exemplo, sempre estacionaram em frente e nunca tiveram problemas em entrar na garagem, mas, espante-se, também lhe coube a mediática linha amarela. Das 24 garagens existentes só esta tem problemas devido à sua má construção. Na opinião da autarquia, os moradores têm direito a entrar nas suas garagens. Assim, eu acrescento que, também, os moradores têm o DEVER de dispor das coisas para poderem usufruir e não estaremà espera que o Estado resolva os problemas. Nas restantes garagens, houve moradores que, pronta econscientemente, se prestaram a fazer melhoramentos. Esperamos o cumprimento da lei e não um mediador de conflitos, porque para esses existem as entidades competentes ou será que o crime compensa? O crime nunca compensa! Os 188 moradores que fizeram o abaixo-assinado (sem pedir o Céu e a Terra) aguardam, simplesmente, que as, já,célebres linhas sejam eliminadas pela Câmara. Não se canta, por aí, uma governação de proximidade em prol deuma sociedade mais justa? E este é, até, um pequeno caso que se resolve (com um tira tintas) num abrir e fechar de olhos. Somos 188 a dar a cara, mas representamos muito mais gente. Só contamos na mesa de voto? Vai saber o que,realmente, se passa dr. Paulo Cafôfo ou, então, vai deixar para a campanha eleitoral?

MR