Hoje, mesmo já velhinha, continuas a “carregar” o nome que alguém, lá muito para trás, te “baptizou”- Escola Nova.

Eras nova há mais de meio século. Tudo cheirava a novo quando nos recebeste a primeira turma de 5a e 6a classe.

Lembras-te?

Éramos trinta e seis (36)alunos, adolescentes irrequietos e uma só professora. A D.Olinda. Lembro-me como se fosse hoje...

Esta excelente professora conseguiu disciplinar/educar/ensinar esta numerosa turma.

Ocupamos sempre a mesma sala. Era a nossa sala. Lá ficaram as nossas risadas, as nossas peripécias, as nossas tristezas também. Sobretudo quando as nossas notas não eram as melhores e a sra professora nos admoestava.

Alguns de nós fizeram-se professores e leccionaram onde tinham sido discípulos. Depois de nós vieram outros,e outros e outros. Nunca te deves ter sentido só. Em ti e à tua volta sempre houve vida. De crianças, de pais,de professores...

Mas, a passagem inexorável do tempo foi deixando os seus vestígios na tua estrutura a cada dia mais “cansada”...

Sabes, hoje já não há tantas crianças e, estando tu debilitada fisicamente ,a melhor (?)solução que encontraram foi encerrar-te...

Sei que estás e vais continuar triste, porque uma Escola precisa de “vida”, precisa de “ruído “ e há tanta história para contar...De uma escola velhinha que continua “A Escola Nova”...

Madalena Castro