Eugénio Perregil -- investigador, próximo da Igreja Católica -- diz que acha “estranho como é que a diocese do Funchal, sendo conhecedora do caso, ainda não comunicou ao Vaticano” a decisão de afastamento do padre Anastácio Alves.

“Porque é que só actuou agora? Por ser questionada pelo Diário?”, indaga Perregil e lembra que o caso data de 2005 e que só agora a Diocese aborda o caso.

“A velha teoria da Igreja de que era ideal que ninguém soubesse destes casos, agora acaba por não funcionar e ainda bem”, admite o investigador, sublinhando que apesar do Papa Francisco falar de tolerância zero “há bispos e padres que estão contra ao actual Papa” e que “parecem não seguir as orientações do Vaticano”.

“A Igreja tem de ser transparente nestes casos é apoiar as vítimas como manda o Papa”, reitera.

Eugénio Perregil concluiu dizendo que “a Diocese, quando tem conhecimento desde casos, deveria comunicar as instâncias, quer civis quer eclesiásticas para averiguar os factos e colaborar com a Justiça. Se há suspeitas, e se há factos, é o dever da justiça de investigue a fim de apurar a verdade factos e a Igreja colaborar na investigação”.