Falar do Lido é falar de tardes de Sol, de mergulhos no mar, de cervejas com os amigos e de conversas sem fim. Ir ao Lido nos anos 80 era um clássico para mais de meio Funchal. Quem não se lembra do bar redondo, da venda de waffles com chantili, doce ou açúcar, dos espaços generosos para se apanhar sol, do balcão existente sobre o mar, dos restaurantes, da loja de toalhas do Xavier, da piscina grande. Lido era sinónimo de festa, de férias grandes, de um complexo balnear com qualidade, acessível e de bom gosto. Na época batia aos pontos o elitista Clube Naval e outros privados. Ainda tive esperança de que mantivessem a traça, as cores, as áreas. Ir hoje ao Lido é apanhar uma grande decepção. Quem gosta de praia e de sol não se sente feliz naquele espaço cinzento e amorfo. O problema é que as alternativas não convencem também.
Quem pode devolver a dignidade àquele espaço mítico?
José Carlos Pestana