O presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Emanuel Câmara, anunciou esta tarde a reabertura de quatro troços da Estrada Regional 101, que compreendem a ligação entre São Vicente e este concelho da Costa Norte da Madeira. A autarquia gastou 70 mil euros para que a antiga pretensão do edil se concretizasse, sem esquecer que dois troços continuam intransitáveis, nomeadamente, nas Contreiras e Véu da Noiva, sendo que outros dois ficam interditos à circulação por questões de segurança, mais especificamente as ligações das Pingueiras e da Amoreirinha.
“É uma estrada, como toda a gente sabe, emblemática para a Madeira, e não só para o Porto Moniz. É uma mais-valia para a Costa Norte, mas também um ex-libris da Região. Quando cá chegámos à câmara eu, como vereador da oposição, sempre reclamei que esta estrada deveria ser preservada e aberta à circulação, não só de forma apeada, mas também automóvel. Não me esqueço de nada daquilo que disse”, começou por referir Emanuel Câmara, atirando algumas ‘farpas’ ao modo como o Governo Regional tratou todo o processo.
“Não houve manutenção que era na altura da responsabilidade do Governo Regional, mas também da concessionária, a Viaexpresso, desde São Vicente ao Porto Moniz. O Governo Regional vem com falácias ao tentar enganar as pessoas responsabilizando a Câmara Municipal do Porto Moniz e o executivo, que é de uma cor diferente. Querem dizer que estes dois troços não estão transitáveis por falta de manutenção da autarquia, o que não corresponde à verdade e quem diz isso está de má fé”, disse Emanuel Câmara, em alusão às vias do Véu da Noiva e das Contreiras.
Sobre as reparações, estas “foram concessionadas a uma empresa que tinha nos seus quadros algumas pessoas ligadas à experiência enquanto rocheiros, portanto, fizeram todo o trabalho de limpeza, dando maior segurança a estes troços”.
A ideia da autarquia, frisa Emanuel Câmara, “é salvaguardar a segurança das pessoas”, mas lembra que “a responsabilidade é de quem transita e está lá bem escrito em placas”, alertando para o facto de “ser normal caírem pedras”.
“O que defendo é que os troços têm de ser monitorizados e podem estar abertos o ano inteiro, sobretudo pelas alterações climáticas”, isto porque “há alturas do ano em que há segurança, ou seja, não se pode dizer que no Inverno estará fechada”, informou.

