Marlene Rodrigues, da comissão responsável pela primeira Novena de Nossa Senhora do Monte (dia 5), foi ouvida na comissão de Saúde e Assuntos Sociais, da ALM, sobre a segurança do arraial. Questionada sobre o sentimento geral em relação à festa, garante que “ninguém está descansado porque não há uma resposta definitiva sobre se está seguro”.
Passar no Largo da Fonte, um ano depois da queda de um carvalho que matou 13 pessoas, “é muito complicado” e a incerteza quanto à segurança aumenta a ansiedade. “A população do Monte merece que as entidades resolvam isto de uma vez”, afirma Marlene Rodrigues que deixa um apelo: “resolvam de uma vez, cortem de uma vez”.
Quanto à festa, as informações recebidas do pároco é que teria de ser necessária uma licença de ruído, seguro, um plano de evacuação e assinado um termo de responsabilidade para fazer a festa fora do adro da igreja. No Largo da Fonte, as limitações eram muitas, mas Marlene Silva garante que “não teria coragem de pôr um conjunto a tocar ali”.
Da câmara, a comissão recebeu a informação de que a licença de ruído seria de 901 euros, um valor que, garante, nenhuma comissão poderia pagar. Uma licença que nunca foi exigida em anos anteriores e que sai do orçamento das comissões que recolhem donativos pela freguesia. “Basta ver que um conjunto custo cerca de 700 euros”, explica.
As informações são poucas, lamenta e quando questionada por Lopes da Fonseca (CDS) se acredita que no próximo ano a situação estará diferente a resposta é directa: “Deus nos livre se isto se mantém mais um ano”.

