A novidade saiu do encontro entre o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública na Região Autónoma da Madeira (STFP-RAM) e a Secretaria da Saúde, que se realizou nesta tarde, para discutir vários assuntos, com destaque para a ‘emergência’ da resolução do problema com a falta de pessoal no Atalaia. Apesar de não haver soluções definitivas e cabais, no final do encontro, Ricardo Gouveia do STFP e Pedro Ramos manifestaram-se satisfeitos pela evolução, que foi possível registar.
Uma das coisas reveladas é que vão ser contratados, logo após à aprovação do Orçamento Rectificativo da Região, o que está previsto para este mês, 40 assistentes operacionais. Ainda que nem todos vão para o Atalaia, esse será o destino de boa parte para ajudar a minorar os problemas sentidos.
Essas complicações revelam-se na existência de quase mil dias de trabalho ‘extra’, que os trabalhadores já realizaram e que ainda não lhes foi pago. São trabalhadores afectados física e psicologicamente, no dizer de Ricardo Gouveia, que disse ter sido ponderada a marcação de uma greve.
Ainda assim, STFP e secretário da Saúde vão, ainda nesta semana, ao Atalaia, explicar as soluções e os trabalhadores é que decidirão o caminho a empreender. Até lá, Pedro Ramos deixa a garantia de que, com a definição da rede regional de cuidados continuados integrados, nenhum trabalhador perderá os dias de trabalho que já realizou e será dada a opção de escolha do local de trabalho.
O Orçamento rectificativo é também a condição para o SESARAM avançar com a concretização dos apoios à fixação dos médicos, lembrou o governante.
Na reunião, foi igualmente abordada a questão dos descongelamentos salariais e a introdução, através de acordo de empresa, da equiparação dos trabalhadores com contrato individual de trabalho aos trabalhadores em funções públicas.

