Era dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses. Os tempos não andam fáceis! O Diário trazia dois artigos de opinião distintos que despertaram este espaço vazio. Por um lado, a Autonomia e a Educação, de quem semeou, investiu e desenvolveu a escolaridade, incomparável em termos de investimento e desenvolvimento com a do passado, daí o grito emotivo de Francisco Santos “Não nos desmereçam!”. Foram breves palavras, dignas de reflexão, nem que seja para lembrar, aos que chegaram por último, o percurso da atual colheita, claramente, excelente, graças ao realizado com esmero durante 40 anos. Por conseguinte, a História do povo madeirense não se acabou, mas quer a educação, quer o respeito parecem adquirir sentidos dúbios, mas isso, vai dependendo da zona geográfica, quase sempre proveniente do mesmo fundo cavernoso. Por outro lado, em termos de civilidade, ninguém imaginava o desabafo de Jorge Santos em “ O Senhor padre e o carrinho de pau” (“ Parece mentira, mas não é! (...). Parece o Rali Vinho da Madeira!”). A vida tem destes encantos ingenuamente premeditados! Rico Padre! A experimentar todas as sensações numa só sensação de pau!” Devia voltar na próxima prova!” E por que não usar essa felicidade ultra-humana em missão pastoral? De certo modo, ainda que não seja pecado (pecado seria se eu lá estar nessa posição para logo me tratarem por” ramo grande “e sem direito a absolvição), temos notado, nestes padres mais jovens, uma tendência para folganças invulgares, quer sociais, quer políticas, pelo menos, exibem posturas distintas do habitual. Há uns dispostos a confundir a Ceia do Senhor com os Salões das Santíssimas Câmaras, outros convidam a entrar por esta insólita aguarela. Através do quadro, um carrito de pau, com dois” boys” sentados de pernas em posição de macho, um atrás do outro, matrícula B- 22, provável alusão aos capítulos do Compêndio da Igreja Católica. Manifesta aventura! Assim, por analepse, poderia suscitar aquele padre do Auto da Barca do Inferno, que todos entranhámos por tão afeiçoada postura evangelizadora de arruaça, mas também me confesso leigo na matéria e, por prudência profissional, não erradio nenhum Sol escancarado, aliás, por norma, procuro prudência com os gestos de orante. Portanto, desengane-se quem julgar tratar-se de um simples ato de modernidade. Chapéus há muitos, porém nem todos apresentam um capacete esplendorosamente poderoso, que tanto serve para vendar Cristo, como para vencer os inimigos. É um retrato fora do composto, contudo perfeito!

R Rodrigues