Naquela que é a primeira vez que está presente na festa do Chão da Lagoa, Rui Rio pediu respeito pela autonomia e lançou críticas a dossiers que estão a ser tratados pelo Governo da República, dando exemplos como a taxa de juro que é cobrada à Região pelo Estado que é superior à taxa que o Estado paga, “Não é justo”, disse. Iguais críticas foram feitas aos custos das viagens áereas entre o Continente e Madeira. “O Estado tem 50% da Tap”, recordou, sublinhando as responsabilidades que são então devidas.
Num discurso em que foram muitas as saudações, Rui Rio começou por dar vivas ao povo madeirense, “seja de que partido for”. A partir daí, começaram as saudações mais direccionadas, primeiro para os autarcas do PSD, depois para os emigrantes e então para Miguel Albuquerque, “que tem tido a responsabilidade de honrar o trabalho feito pelo PSD nestes 40 anos, o que tem feito com extraordinária competência”, e por isso disse que será “o próximo presidente do Governo Regional”.
Uma palavra especial foi dada a Alberto João Jardim, “referência da social democracia em Portugal” e “o maior responsável pelo desenvolvimento da Madeira”.
Rui Rio disse ainda que a Madeira é um exemplo de como se governa em Social Democracia e por isso sublinhou “equipa que ganha não se mexe e a Madeira é uma equipa que ganha há 40 anos”.
Antes de Rui Rio, já Miguel Albuquerque tinha discursado no Chão da Lagoa fazendo duras críticas ao Governo da República que não foi capaz de baixar impostos nem de melhorar a vida dos portugueses. O presidente do Governo disse ainda que a melhor sondagem que o partido pode ter é a festa do Chão da Lagoa e os milhares de pessoas que foram ao local, o que mostra como o povo está unido.

