Não houve greve de estivadores no porto do Caniçal, tal como não houve em Sines e Leixões, paralisação que só se fez sentir em Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz, apesar de não ter registado a adesão dos trabalhadores aos “quais se pedia” solidariedade. Uma garantia dada ao DIÁRIO pela ETP
Os trabalhadores de oito portos nacionais, filiados no Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL), iniciaram hoje uma paralisação de 24 horas pela liberdade de filiação sindical.
Segundo o operador portuário, no Caniçal houve 13 grevistas que tiveram de ser retirados do terminal por razões de segurança. Quantos aos restantes 25 trabalharam normalmente num dia em que só houve um navio para operar.
A jornada de luta foi declarada na sequência de um manifesto, feito há um ano, que denunciava situações de perseguição aos sócios do SEAL, [nomeadamente], nos portos de Leixões e do Caniçal, “situações essas que se têm vindo a agravar”. Por isso, os estivadores de todo o país resolveram declarar um dia de jornada de solidariedade pelos trabalhadores perseguidos.
O SEAL frisou ainda que os funcionários mais preparados para lidar com os equipamentos tecnológicos estão destacados para “varrer o cais e carregar paralelepípedos”. No total, estão filiados ao SEAL cerca de 530 trabalhadores.
