Miguel Albuquerque denunciou, hoje, a “violação grosseira” dos poderes autonómicos da Região por parte do governo de Lisboa com a anuência de “cúmplices na Madeira”. Afirmações feitas num encontro com militantes da freguesia de São Martinho. no Funchal.
Para o presidente do PSD-M a Região vive um quadro clarode “bipolaridade” política. “Por um lado temos o PSD, um partido autonomista, que defende os interesses dos madeirenses e porto-santenses acima de tudo, em qualquer circunstância, mesmo contra o seu próprio partido e, por outro lado, temos uma oposição que defende de Lisboa, a subordinação dos interesses da Madeira, num projecto de tomada de poder.”
Miguel Albuquerque denuncia o que considera ser um “cerco” à Madeira levado a cabo pelo “governo das esquerdas com o apoio dos seus aliados” na Região. O presidente do PSD-M, dirigindo-se a uma sala cheia de militantes ‘laranja’, referiu várias “situações vergonhosas”, nomeadamente o voto do Partido Socialista, na Assembleia da República, contra a revisão do subsídio de mobilidade aérea para os residentes na Região, bem como os 30 milhões prometidos e que não chegaram à Região para apoiar as vítimas dos incêndios de 2016.
“O que temos assistido tem sido a situações absolutamente caricatas. Recentemente a situação do PS ter votado, com os seus deputados eleitos pela Madeira, contra a resolução que impõe que o Estado assegure que os madeirenses paguem apenas os 86 euros para residentes e 65 euros para os estudantes”.
Também não esqueceu as alterações à Lei das Finanças Locais. “Mais uma vez, uma violação grosseira dos poderes autonómicos, afectando receitas da Região a situações das autarquias locais e violando mais uma vez o Estatuto e a Constituição”, afirma.
Miguel Albuquerque exige que a República cumpra com as promessas e critica o silêncio dos “senhores” que estão na Região ao serviço do PS e de Lisboa. “Havia de ser bonito se um dia eles mandassem na Madeira. Seria pior do que no tempo da velha senhora”, garante

