Venho por este meio responder à carta do Sr. Miguel de Sousa publicada no dia 9 de Julho.
Primeiro, Sr. Miguel de Sousa agradeço ter lido a minha carta.
Segundo, eu lamento que não tenha respondido às minhas questões.
Terceiro, leia por favor com cuidado o que eu escrevi antes de me chamar mentiroso. Repare com atenção onde começam e terminam as aspas indicando assim o início e o fim da citação. Porque se o título é “Podemos ser a Singapura do Atlântico?”, logo a seguir são mencionados Hong Kong e Dubai. Este último tem petróleo.... Repare que eu não estava a citá-lo quando eu escrevi que Dubai tem petróleo. Eu afirmei e afirmo que Dubai tem petróleo. A este respeito, e para enriquecer o seu conhecimento, leia por exemplo o artigo da revista The Economist de 4 de Junho de 2015 com o título - “Dubai´s economy – Growing up”. Já agora, indique-me por favor uma fonte credível que mencione que Dubai não tem petróleo.
Quarto, eu não me considerei uma pessoa confusa. Para mim o início do seu artigo de opinião é que é confuso. Porque você começa por falar de Singapura no título, região sem recursos naturais, e depois menciona Dubai. Não faz sentido nenhum porque Dubai tem petróleo. É a minha opinião. Mas eu achar que o seu artigo no início é confuso não faz de mim uma pessoa confusa. Nem eu estou a dizer que você é uma pessoa confusa. Eu tenho o direito a ter a minha opinião sobre o seu artigo e a expressá-la dentro dos limites da liberdade de expressão.
Quinto, por consideração aos leitores do Diário você devia ter respondido à minha carta com outros argumentos. Lamento que isso não tenha acontecido porque o debate construtivo de ideias é salutar em Democracia. E foi por consideração aos leitores do Diário de Notícias da Madeira que eu entendi escrever uma carta em resposta ao seu artigo, para mostrar que a Singapura de hoje não se fez só com um aeroporto e uma companhia aérea. Houve muitos mais factores que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento económicos de Singapura. Para saber mais continue a ler as minhas cartas.
Sexto, sempre que o meu trabalho permitir, eu terei sempre alguma coisa a dizer quando o que está em causa é a terra onde nasci. Foi assim no dia 20 de Abril de 2016 num programa da TSF (lembra-se?), e é assim por escrito no Diário de Notícias da Madeira. Mas podemos, se quiser, debater publicamente e ao vivo. Porque para “alcançarmos o bem-estar e glória” do Arquipélago da Madeira é preciso primeiro que o debate de ideias seja sério, honesto e feito com elevação. Só assim será possível construir um modelo de desenvolvimento capaz de gerar bem-estar para TODOS os habitantes da Madeira e do Porto Santo.
Duarte Barreto Figueira