A polícia francesa deteve hoje o irmão de Redoine Faïd, o assaltante de bancos que fugiu de helicóptero de uma prisão na região de Paris, que estava com ele na sala de visitas antes da evasão.

Brahim Faïd está a ser interrogado pela polícia judiciária de Versalhes, arredores de Paris, segundo a BFMTV.

O irmão conseguiu fugir da penitenciária de Réau, na região de Paris, com a ajuda de três cúmplices fortemente armados e um helicóptero, numa operação “de poucos minutos” que não fez feridos, segundo a administração da penitenciária.

Os cúmplices deslocaram-se de manhã a um pequeno clube aeronáutico em Fontenay-Trésigny e sequestraram um piloto que os levou até à penitenciária.

O helicóptero aterrou no pátio de entrada, único local da prisão que não é coberto, por onde os detidos só passam quando entram ou saem do edifício.

Posteriormente, segundo a imprensa francesa, dois dos homens lançaram uma granada de fumo e com uma rebarbadora perfuraram a porta que dá acesso à sala de visitas, onde só havia um vigilante.

Os cúmplices estavam vestidos de preto, com máscaras também pretas, e armados com metralhadoras.

Depois da fuga, abandonaram o helicóptero a cerca de 60 quilómetros da prisão e libertaram o piloto, que está em estado de choque.

Esta foi a segunda vez que Redoine Faïd, 46 anos, se evadiu de uma prisão, depois de em 2013 ter fugido da penitenciária de Lille-Séquedin, no norte de França. Foi capturado seis semanas depois, de madrugada, num hotel da região de Paris.

Redoine Faïd foi condenado em segunda instância em abril a 25 anos de prisão por um assalto fracassado na região de Paris, em 2010, em que uma agente da polícia municipal, Aurélie Fouquet, foi morta.

Em 2017, Faïd foi condenado a 10 de prisão pela evasão da prisão Lilli-Séquedin e a 18 anos de prisão pelo ataque a uma carrinha blindada no norte de França em 2011.