Mantendo a postura e a seriedade de quando era presidente da CMP onde teve um desempenho brilhante, sem alaridos e promessas estapafúrdias, Rui Rio (RR) tem vindo paulatinamente a aprofundar o seu conhecimento e a apontar soluções para os diversos e enormes problemas que o País enfrenta. Avesso a promessas falaciosas que depois não poderão ser cumpridas, como acontece com o atual governo, tomando decisões de acordo com as suas convicções e os interesses do País, continua, e muito bem, a não alinhar em politiquice barata para enganar os portugueses, como se verificou recentemente na discussão e votação na AR para abolição da sobretaxa sobre os combustíveis, em que RR pretendia, para bem do equilíbrio das contas públicas, uma alteração da lei que tivesse um impacto neutro na receita prevista no OE conforme proposto pelo PSD, ao invés do projeto apresentado pelo CDS que implicava uma redução dessa mesma receita, como na questão da eutanásia em que foi favorável mas entendeu que sendo uma questão de consciência deu liberdade de voto aos deputados do seu partido, como nos acordos com o governo em matérias fundamentais como os fundos comunitários e a descentralização administrativa, e também no caso das carreiras dos professores sugerindo que o governo cumpra o que prometeu, podendo diferir no tempo o pagamento de modo a não comprometer o equilíbrio orçamental. O presente não é fácil e o futuro só será melhor com realismo rigor e competência e nunca com falsas promessas de “amanhãs que cantam”. A “geringonça” não passa de um expediente do PS para através de medidas populistas tentar conquistar votos visando uma maioria absoluta nas próximas eleições, e são cada vez mais os portugueses que disso se apercebem. Daí as muitas promessas por cumprir, porque ao invés do que o governo tentou fazer-nos crer a situação económica e financeira do País continua a ser difícil, e o equilíbrio das contas públicas obriga a que se dás a uns tens de tirar a outros.
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