A directora Clínica do SESARAM, que foi dada como exemplo de alguém que foi convidado pelo médico António Pedro Freitas para participar nos Estados Gerais do PS, que aceitou e depois recusou, vem explicar as razões que determinam, tanto a aceitação, quanto a recusa posterior.
“Enquanto directora clínica do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira estarei sempre disponível para participar activamente na discussão dos problemas e das soluções com vista a uma melhor prestação dos cuidados de saúde à população da RAM, de forma isenta e imparcial relativamente a qualquer programa político, por considerar que estes são princípios que devem nortear a minha conduta profissional, assim como da Ordem dos Médicos e das direcções clínicas”, começa por explicar Regina Rodrigues.
“A abordagem que inicialmente me foi feita para participar na iniciativa em causa pelo médico António Pedro Freitas tinha estas premissas por base, o que me levou a aceitar. Tendo verificado, entretanto, que se tratava de uma iniciativa de forte índole partidária, na qual o representante da Ordem dos Médicos, o médico António Pedro Freitas assumia a coordenação de um programa político para a área da saúde, recusei o convite. Uma posição que mereceu desde logo a compreensão do próprio.”
A directora clínica do SESARAM não termina a explicação sem manifestar a sua indignação. “Expresso a minha indignação pelo fato da minha recusa, feita com base em princípios que entendo serem basilares na conduta profissional, seja usada e mediatizada como arma de arremesso política.”
Regina Rodrigues deixa uma coisa bem clara: “Manifesto publicamente a minha indisponibilidade para participar em debates sobre a saúde em contexto partidário.”

