As autoridades venezuelanas anunciaram hoje que foi desmantelada uma rede que terá roubado 390,4 milhões de euros em medicamentos e produtos básicos que depois foram comercializados ilegalmente, em prejuízo da população.

“Esta rede apropriou-se, em oito meses, de produtos num valor estimado de 7.500 milhões de bolívares (390,4 milhões de euros à taxa oficial de câmbio para medicamentos). Estima-se que o dano produzido seja superior devido a serem produtos e medicamentos importados com dólares preferenciais outorgados pelo Estado”, disse o procurador-geral.

Tarek El Aissami falava durante uma conferência de imprensa, na sede do Ministério Público, em Caracas, durante a qual descreveu as ações das autoridades no combate ao boicote económico no país.

O procurador-geral, designado pela Assembleia Constituinte, precisou que foram detidos seis empregados da rede de farmácias Farmatodo, por alegados delitos de furto continuado, boicote, revenda de produtos, associação criminosa e legitimação de capitais.

“Trata-se de gente que traficava medicamentos, sem lhes importar o dano que podessem ocasionar ao povo mais humilde”, sublinhou.

O desmantelamento do grupo, disse, foi possível na sequência de uma denúncia da vice-presidência da Farmatodo, que detetou um défice irregular de alguns fármacos de alto custo, que eram enviados desde o centro de distribuição para as distintas sucursais.

Os medicamentos furtados destinava-se ao tratamento da hipertensão, diabetes, afeções psiquiátricas e pediátricas.

Também foram roubados dentifricos, fórmulas láteas e fraldas, que escasseiam no mercado local.