A inauguração das novas instalações da imobiliária REMAX, no Funchal, reuniu várias figuras da política regional, com destaque para o vice-presidente do governo, Pedro Calado e para o presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo. Nos discursos, Calado não deixou de mandar recados a Lisboa e, indirectamente, ao autarca e Cafôfo recordou o trabalho feito pela CMF, nomeadamente no apoio à reabilitação urbana.
O presidente da câmara elogiou os empresários madeirenses Jaime Abreu e Gil Freitas, que acreditaram no projecto da imobiliária, mesmo nos tempos mais agudos da crise e destacou o clima de “retoma”, com a “economia a mexer” que se sente no Funchal.
A aprovação do Plano Director Municipal, a redução do IMI para a taxa mais baixa e os apoios à requalificação urbana são medidas que destaca e que têm repercussão no sector imobiliário.
Pedro Calado começou por referi o grande esforço dos madeirenses para sair de um processo de intervenção (PAEF) e o facto de a economia regional crescer há mais de 56 meses, a taxa de desemprego ter descido significativamente e haver mais rendimento disponível.
No entanto, pede aos madeirenses e, sobretudo, aos empresários que não sejam “ingénuos”. “Não vamos dar por adquirido o que já conseguimos”, sublinha o vice-presidente do governo regional que lembra a “segurança” que o executivo de que faz parte garante.
“Não andamos nas redes sociais, nem a fazer show-off com as nossas políticas”, afirma o governante que não tem dúvida de que foi “com muito trabalho” que a Madeira conseguiu sair da crise. Um trabalho que estará ameaçado pelo “governo socialista” de Lisboa.
“Tudo o que era da nossa responsabilidade está feito, tudo o que está pendente depende da república. Tudo o que depende do governo socialista está empatada à espera, talvez, de um acto eleitoral”, afirmou Pedro Calado, numa referência indirecta à candidatura de Cafôfo, pelo PS, nas próximas eleições regionais.
Os limites de operacionalidade do aeroporto, o novo hospital e a redução dos juros pagos á República, são as três situações mais urgentes.
“Não vamos ficar à espera e fazer o que os outros querem que façamos. Estamos a falar com obra realizada, não estamos a fazer propaganda”, garante.

