O vice-presidente do governo regional espera que o governo da República respeite os compromissos e transfira cerca de 30,5 milhões de euros “para apoiar as famílias que ficaram prejudicadas com os incêndios de 2016”. Lembra ainda que “são verbas comunitárias” e que as obras a que se destinam já avançaram.

Pedro Calado falava na cerimónia de entrega de subsídios a empresas no âmbito do sistema de incentivos do Instituto de Desenvolvimento Empresarial que decorreu, esta manhã, no Museu Quinta das Cruzes, no Funchal e em que também esteve presente o presidente do governo, Miguel Albuquerque. Jorge Faria, presidente do IDE, referiu que, este ano, já foram entregues cerca de 13 milhões de euros em apoios às empresas, sobretudo para despesas de funcionamento.

“Há alguns partidos da oposição que ficam incomodados com estas iniciativas e ainda bem que ficam”, afirmou Pedro Calado que destaca a política do governo a que pertence que, desde 2015, tem procurado “apoiar as pequenas e micro-empresas”.

Um esforço do executivo que começou por enfrentar um período de “muita dificuldade” mas que “conseguiu dar a volta”. Neste momento, refere o vice-presidente do governo, a economia da Madeira “cresce muito mais do que a do país”, o desemprego baixou, dos 15,8%, de 2015 para 8,9%, no final do ano passado e a balança comercial é francamente positiva. “O próprio primeiro-ministro reconheceu isso e não poderia fazer outra coisa”.

Os apoios às empresas têm servido para “preservar postos de trabalho” e Calado espera poder, numa nova fase, “apoiar o investimento”.

Em relação aos fundos comunitários - a grande fatia dos subsídios entregues é de verbas do FEDER - Pedro Calado congratula-se com a boa execução da Madeira, “muito acima da média nacional” o que, diz, “também não é um dado que agrade muito à oposição”.

Ao nível dos apoios, também destacou as verbas disponibilizadas para reabilitação urbana. O governo regional já recebeu 24 projectos de investimento que totalizam 34 milhões de euros.

No novo quadro comunitário, Calado acredita que a Madeira deverá ter “boas notícias”. Desde logo com a menor redução dos fundos estruturais para Portugal - um possível corte de 15% ficou em apenas 7% -, mas também através de um “reforço para as regiões ultraperiféricas”.