“Poucos, mas bons”. Assim resumiu Rubina Azevedo a presença de 30 agentes policiais e militares em frente ao Palácio de São Lourenço, no Funchal, reunidos numa vigília para reivindicar, fundamentalmente, o descongelamento das carreiras, associando-se dessa forma à manifestação nacional que decorre, hoje, no Palácio de Belém, em Lisboa.

A representante da delegação do Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), na Madeira, explicou que estas forças de segurança “só querem ser ouvidas” e que “a lei seja cumprida.

“Durante os sete anos que as nossas carreiras foram congeladas apoiámos o Governo de alguma forma e neste momento queremos os nossos direitos. Estamos a fazer uma vigília e se não funcionar arranjamos outras formas de protesto, porque andamos na rua todos os dias, trabalhamos e vamos lutar até ao fim pelos nossos direitos”, afirmou a agente.

Ainda de acordo com a voz do SIAP na Região “temos elementos policiais que já estão há vários anos a marcar passo” e existem polícias “a receber o mesmo do que colegas com menos anos e isso não pode ser”.

“É nesse sentido que nós queremos que o Governo faça alguma coisa e cumpra o que está estipulado. Sentimo-nos bem a servir a população e é por isso que vamos continuar a protestar e a tentar que sejamos ouvidos, de alguma forma”, resumiu.

Ao todo são 10 mil agentes a nível nacional e na Madeira existem à volta de mil. Entre 2010 e 2017 houve um período de congelamento das carreiras.