O Presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou hoje os Estados Unidos da América e a Organização dos Estados Americanos (OEA) de terem “um plano para derrotar a Venezuela” antes das eleições presidenciais, no próximo dia 20.
“Denunciamos que os EUA e a OEA implementaram um plano para derrotar a Venezuela: antes das eleições realizarão ações violentas, apoiados pelos meios de comunicação”, escreveu Morales, na sua conta oficial na rede Twitter.
Além disso, após as eleições, “tentarão uma invasão militar” com as forças armadas de países vizinhos.
No próximo dia 20 de maio realizam-se eleições presidenciais na Venezuela, nas quais Nicolás Maduro procura a reeleição.
A principal aliança opositora na Venezuela, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), apelou para protestos na próxima semana perante a OEA em Caracas, para pedir a esta organização que prossiga com a pressão internacional sobre o “caso venezuelano”.
A MUD considera que não há garantias, nem condições, para a realização destas eleições.
O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, pediu, num discurso perante a OEA, que a Venezuela seja suspensa desta organização. Além disso, instou Maduro a suspender as eleições presidenciais, que classificou de “falsas”.
A Organização de Estados Americanos (OEA) anunciou, na segunda-feira, que passou a desconhecer o atual Presidente da Venezuela, após decisão do Supremo Tribunal de Justiça no Exílio (STJE) de suspender e inabilitar Nicolás Maduro para o exercício de funções públicas.
