A confiança dos agentes económicos é fundamental para estabilidade financeira de um sistema económico. A amplificação de casos de corrupção veiculada pela comunicação social ( ministros , banqueiros , dirigentes , empresários etc.) desembocou na proposta de quebra de sigilo bancário à Direita para grandes devedores da Caixa Geral de Depósitos e à Esquerda para depositantes com saldos superiores a 50.000 mil euros . No seculo XX as poupanças dos aforradores e em particular dos emigrantes foram fundamentais para alimentar o País , tando na Ditadura do Salazar como no período a seguir do 25 de Abril de 1974. Portugal era um país seguro em que os aforradores confiavam nas Instituições financeiras , pois sabiam que as mesmas cuidavam das suas poupanças , aplicando as criteriosamente em crédito em empresas e particulares . O sigilo bancário era um dos pilares do sucesso das Instituições Financeiras . A classe politica tem -se recusado sistematicamente criminalizar o Enriquecimento Ilícito . Em vez do Fisco analisar as parcas poupanças dos reformados , dos comerciantes , dos trabalhadores , dos emigrantes deveria se preocupar em analisar os contribuintes que ocuparam cargos políticos nas Câmaras , nas Assembleias, nos Governos , os que ganharam concursos nos portos , aeroportos , pontes , vias de comunicação, nas empresas que foram privatizadas,(energia , telecomunicações , Bancos etc,) que entraram nestas Instituições descalços e com sapatos remendados e saíram milionários . A liquidação adicional do IRS que estes contribuintes seriam sujeitos justificaria o reforço da máquina fiscal para respetiva investigação e contribuiria significativamente para melhorar o défice orçamental do País , permitindo deste modo reverter o elevado aumento de impostos efetuado pro Victor Gaspar e Mário Centeno e satisfazer as reivindicações salariais dos Licenciados, dos Médicos , dos Professores , dos Enfermeiros, dos Escriturários , dos operários.

Emanuel Brás