Terminou hoje a Oficina de Embutidos promovida pelo Museu Etnográfico da Madeira no âmbito da exposição ‘Traços de Madeira’ que está patente até amanhã naquele espaço. Os “ Mestres embutidores” terminaram as suas obras, que estarão patentes amanhã, no último dia da exposição temporária do museu, enriquecendo-a. Lídia Goes Ferreira, directora do MEM, diz que o trabalho final deixou a monitora, Susana Ornelas e o Museu, cheios de orgulho. “Parabéns a todos! Obrigada por preservarem e valorizarem a nossa tradição, a nossa identidade!”, diz.
Refira-se que a Oficina de aprendizagem dos embutidos é uma actividade pedagógica de valorização e divulgação cultural, inserida na exposição temporária “Traços de Madeira”. A técnica de embutir é uma forma de revestir as madeiras mais comuns, enobrecendo-as. Baseados na utilização de pequenos fragmentos de madeira, os embutidos são constituídos, de uma forma geral, a partir da montagem e colagem de peças, numa base, sem a ajuda de pregos ou encaixes e com acabamento feito com o auxílio de lixas. Os embutidos madeirenses ganharam características específicas pela utilização das espécies da rica flora endémica da ilha, que sempre forneceram aos artífices, os vários tons necessários à ornamentação das suas peças. A monitora, ao longo de 18 horas de formação, ensinou a “embutir em madeira” utilizando as técnicas tradicionais.
“Muito obrigada à artista Susana Ornelas, que ministrou esta formação de forma gratuita e com muito empenho, profissionalismo e amor! Obrigada por transmitir esta arte secular com tanta tradição na nossa ilha, valorizando-a! Deixamos aqui o nosso agradecimento ao Instituto do Vinho do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM) que apoiou esta Oficina, com a cedência de ferramentas e matéria-prima”, acrescenta ainda Lídia Goes Ferreira





