O Partido Socialista-Madeira, através do seu Grupo Parlamentar, entregou, ontem, na Assembleia Legislativa da Madeira, uma proposta de criação de uma Comissão Eventual para a Prevenção e Combate à Violência Doméstica.
O anúncio foi feito, hoje, pela presidente do Departamento Regional de Mulheres Socialistas (DRMS), após uma reunião da Comissão Política deste órgão do partido. Segundo Mafalda Gonçalves, a violência doméstica “é um flagelo que tem colocado a nossa Região no mapa, pelas piores razões”. Números que segundo a socialista, “chocam, magoam e nos envergonham” , entendendo que o trabalho que tem sido feito “não é suficiente”, constatou a responsável, justificando a necessidade de criação da referida comissão “para que consigamos aferir o real estado da situação na Região, consigamos ouvir diversas entidades e, depois, possamos traçar um rumo e medidas concretas de combate a este flagelo”.
A presidente do DRMS e também deputada do PS-M lembrou que 2017 foi “um ano negro para a Região a nível de homicídios tendo por base a violência doméstica”, pelo que esta é uma questão que “urge ser tratada e repensada”. Mafalda Gonçalves explicou ainda que a ideia é primeiro auscultar as diversas instituições que já trabalham estas temáticas, desde as Secretarias Regionais da Inclusão e Assuntos Sociais e da Educação, a União de Mulheres Alternativa e Resposta, a Presença Feminina, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e as diferentes Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, para conhecer a fundo esta problemática e, a partir daí, serem então traçadas as medidas que sejam mais adequadas para a prevenção e para o combate a este flagelo.
Na reunião da Comissão Política do DRMS foi também aprovado o plano de actividades para este mandato, no qual se destaca uma forte componente da “formação das mulheres socialistas que virão a desempenhar papéis cruciais nos próximos desafios”.
Mafalda Gonçalves deu ainda conta que o DRMS se congratula com a alteração à lei da paridade, com o alargamento da participação em função do género para os 40%, com a ressalva de que uma mulher será substituída por outra mulher, o que é uma questão “bastante relevante e de grande importância para nós”.
