O Dia do Trabalhador é habitualmente dedicado a lembrar as causas da luta de classes, a reivindicar direitos dos trabalhadores, mas também dedicado a festejar as conquistas (ler aqui). Na Madeira, a União dos Sindicatos (USAM) organiza há vários anos um mini-arraial, para o qual convida todos os trabalhadores entre as 10h00 e as 20h00 no Jardim Municipal do Funchal.

Hoje é dia de arrumar as barracas e ultimar os últimos detalhes de uma festa que, acredita o porta-voz da USAM, António Gouveia, irá ser uma expressão de vontade dos trabalhadores em exigir melhores direitos, ou seja “com luta, sempre a lutar pela valorização” do trabalho e “pelos direitos”.

A organização espera cerca de 400 na concentração e manifestação que partirá da Assembleia Legislativa da Madeira pelas 18 horas rumo ao Jardim Mnuicipal, onde serão feitas as intervenções políticas. Depois disso, os comes e bebes continua, acreditando que poderá contar com ainda mais pessoas no arraial.

Com animação musical ao longo do dia e actuações de conjuntos musicais desde as 11h30 e também a partir das 15 horas, o 1.º de Maio dos trabalhadores da Madeira não deixa de ser marcado pelas mensagens. “A luta pelas 35 horas semanais para todos os trabalhadores, seja público ou privado, vamos também destacar actualização dos salários em que a maioria não sabe o que é um aumento há mais de oito ano, alguns caso há 9 e 10 anos. Se as empresas sentem um aumento da produção e é conseguido com menos trabalhadores, parte desse lucro tem de reverter para os trabalhadores”, reivindica.

António Monteiro lembra as estatísticas mundiais que dão conta que cerca de 10% dos mais ricos têm 53% da riqueza mundial. A situação até é mais dramática, segundo pode ler nesta notícia.

“Muito francamente, isso é inaceitável, pois sendo que os trabalhadores deram essa riqueza a esses senhores, parte disso tem de ser dividido, é o que nos interessa”, mesmo reconhecendo que “um empresário quando investe quer ganhar dinheiro, mas apenas uma ínfima parte dos lucros chega aos trabalhadores”, conclui..