“É mais cómodo ficar a criticar do lado de fora ou ser treinador de bancada, mas o dever de cidadania é mais forte. Quem nada faz nunca é criticado, mas acabam-se os dias e nada ficou feito”, afirmou Pedro Calado, na tomada de posse dos órgãos regionais da Ordem dos Economistas.

O vice-presidente do governo regional encerrou a cerimónia que decorreu no auditório da Reitoria da Universidade da Madeira e começou por elogiar os membros dos corpos gerentes eleitos - mesa da assembleia geral e direcção regional - e a equipa anterior, liderada por André Barreto.

Pedro Calado, tal como antes tinha feito o novo presidente da direcção regional, Paulo Pereira, enviou uma mensagem de agradecimento ao bastonário nacional, pela disponibilidade em participar na cerimónia, gorada pelo cancelamento “em cima da hora” do voo da TAP em que viajaria para a Madeira.

O governante destacou o facto de estes novos corpos gerentes da Ordem dos Economistas tomarem posse num momento em que “a economia da Madeira dá sinais de pujança e dinamismo” e recordou que o “indicador de actividade económica regional cresce há quatro anos e meio”.

O governo regional, afirma, tem dado prioridade ao apoio às pequenas, médias e micro-empresas, no âmbito dos programas Madeira 14-20 que, junto com os incentivos ao funcionamento das empresas, já garantiram apoios de cerca de 130 milhões de euros.

Um executivo que, sublinha, tem “trabalhado arduamente” na redução da dívida pública que se traduziu numa amortização superior a 1,2 mil milhões de euros, em cinco anos.

Pedro Calado acredita que os sinais da economia garantem a continuidade da criação de postos de trabalho e que a taxa de desemprego, este ano, não ultrapassará os 8,7%.

O presidente da mesa da assembleia-geral que terminou funções, Eduardo Jesus, também ele ex-presidente da direcção regional da Ordem dos Economistas, abriu a sessão, dando posse aos novos membros e elogiando a coragem de quem assume funções de serviço a uma classe profissional.

Paulo Pereira é o novo presidente da direcção da delegação regional e garantiu que a Ordem vai continuar a “contribuir para o livre raciocínio económico na Região” e será “independente e genuína”.