“É importante ver qual foi a região que realmente virou a página da austeridade”, afirmou Miguel Albuquerque, esta manhã, no salão nobre do governo regional, na cerimónia de atribuição de subsídios a 72 empresas.
O presidente do governo lembrou que, desde 2012, a Madeira amortizou 1.264 milhões de euros à dívida, reduziu a carga fiscal e fez descer a taxa de desemprego, dos 15,8% que se registavam em 2015 para 8,9%, no final do ano passado.
No que diz respeito ao peso do endividamento, lembra que, na madeira, o rácio da dívida em relação ao PIB é de 111%, enquanto ao nível nacional já atingiu os 132%.
“Ao nível do país, a carga fiscal atingiu 37% do PIB, o valor mais alto desde 1995”, afirma. Um dado que permite a Miguel Albuquerque afirmar que, ao nível nacional, “a viragem da austeridade é retórica, ficção, é uma piada sem graça”.
O presidente do governo regional começou por destacar a importância da União Europeia no desenvolvimento das regiões - os apoios concedidos às empresas são 85% do FEDER e 15% do orçamento regional - e lamentou a “desinformação” sobre a UE que muitas vezes é promovida pelos próprios governos.
Além de manifestar “apreço” ao esforço dos empresários, valorizou o trabalho do Instituto de Desenvolvimento Empresarial que, este ano, deverá atingir os 33 milhões de euros de ajudas às empresas madeirenses.
Os 72 projectos que foram contemplados com apoios do IDE representam um valor global de 2,2 milhões de euros, destinados sobretudo a sobrecustos de funcionamento.
Jorge Faria, presidente do instituto, referiu que, só no primeiro trimestre deste ano, já foram entregues 5 milhões de euros às empresas. Até agora, o programa de apoios já atribuiu 26,2 milhões de euros. Apoios que permitem manter e criar postos de trabalho e libertar os recursos dos empresários para investimento.

