Há uns anos, dois visionários, apontavam às estrelas. Esta terra, estava fadada a tornar-se a Singapura do Atlântico, para um. O outro, do Lazareto queria recriar Miami. Deste sonho, parece que ainda restam umas maquetes.

Tudo isto ocorre-me depois de percorrer a Rua Bela de São Tiago e a Rua do Lazareto, até a Praceta homonima. Vias de acesso ao Funchal em quarentena. Tal leprosaria, a zona do Lazareto tem sido esquecida pelos governantes, regionais e, sobretudo, municipais.

Ao contrário da Estrada Monumental, alvo de todas as atenções, esta zona da cidade mantém-se relativamente inalterada. E, o que se faz, vem a reboque da iniciativa privada que, subindo a barreirinha e o socorro, tem restaurado edifícios, tornados AL, e, deste modo, devolvido a parte leste da cidade à cidade.

Esqueça-se a Miami alheia. Olhe-se para o que falta, sem megalomanias. E faltam passeios, onde sobram carros.

A Praceta do Lazareto tem uma soberba vista, e um look cool, mas serve de estacionamento! O acesso até lá, como na Bela de São Tiago, faz-se ao lado de carros e motos e motos 4, muitas em excesso de velocidade ou de ruido.

Dotada de edificios singulares, alguns em ruina, este torrão da cidade, pode vir a ser, numa extensão da barreirinha e São Tiago, uma nova centralidade turística e nossa, os que apreciam esta urbe Atlântica.

Roberto Carlos Ferreira