A comitiva da patinagem verde-rubra, composta por 47 elementos, devia ter chegado à Madeira na segunda-feira, mas ainda não conseguiu regressar após o cancelamento da TAP. A nova previsão da companhia aponta para a realização da viagem Lisboa/Funchal, esta quarta-feira, às 10h40. Entretanto, os 25 atletas, com idades entre os 6 e os 17 anos, estão a perder dias de aulas e os restantes elementos dias de trabalho.
Depois da presença num torneio em França e ainda uma outra competição no Algarve, a patinagem do CS Marítimo tinha a viagem Faro/Funchal/Lisboa na segunda-feira, só que a última parte desta ligação não chegou a acontecer, devido ao cancelamento da TAP.
Nesse dia a falta de explicações, e até de um melhor atendimento por parte da companhia, foi algo que desagradou os responsáveis verde-rubros, conforme referiu Raquel Henriques, delegada da secção de patinagem do CS Marítimo: “Fomos ao balcão da TAP no Aeroporto de Lisboa para alertar que as crianças estavam cheias de fome, uma vez que tinham tomado o pequeno-almoço apenas e pedimos assistências nesse sentido”. A companhia alegou o mau tempo, mas Raquel Henriques garante que o cancelamento ocorreu devido à “falta de tripulação para a realização do voo”.
A comitiva do CS Marítimo seguiu então para Fátima, para o hotel indicado pela TAP, tendo pernoitado aí de segunda para terça-feira. “Na ocasião disseram-nos que iam dar novas informações com a devida antecedência”. Mas não foi assim. “Às 7h20 de hoje [terça-feira] toca o telefone do quarto e disseram que ia passar lá o autocarro para efectuar o transporte da comitiva para Lisboa, no sentido da realização do voo”. Também nesse aspecto, Raquel Henriques destaca a descoordenação da TAP, nomeadamente pelo facto de o motorista contratado para o efeito não ter feito correctamente o seu trabalho. “Deixou entrar várias pessoas que não eram da nossa comitiva e depois já não tínhamos os lugares que eram necessários para nós. Dissemos que, ou levavam os 47 elementos ou então nada feito. Não fazia sentido mandar uns e deixar os outros para mais tarde. O motarista aidna disse que não era responsabilidade dele controlar quem entrava no autocarro e que apenas tinha de efectuar a viagem para Lisboa”.
Resolvida esta situação, atletas, treinadores, dirigentes e encarregados de educação seguiram para Lisboa, onde chegaram por volta das 13h30, na esperança de conseguir voo para o Funchal. Mas o problema voltou a não ser resolvido pela TAP. “Os miúdos estiveram das 8 às 16h30 sem comer”, lamenta Raquel Henriques. Só depois a companhia entregou dois ‘vouchers’ para refeição, acrescenta, sem esconder forte indignação por toda esta situação.
Ao segundo dia a comitiva do CS Marítimo voltou a não ter viagem para a Madeira. Assim, por volta das 18 horas seguiu para Sesimbra, onde ficará esta noite. Esta quarta-feira a saída de Sesimbra está prevista para as 7 horas e o voo para o Funchal tem início agendado para as 10h40. “Vamos lá ver se é desta”, desabafa Raquel Henriques. “Passar por tudo isto após a presença em dois torneios e uma série de viagens de autocarro é uma situação muito complicada”, acrescenta a delegada da secção de patinagem do CS Marítimo.

